| Sofia Cacau Lima ( @ 2009-03-26 10:03:00 |
Polpa-me

Tenho as polpas dos dedos feridas
sem sal e sem açucar e sem verdade de verdade-minha
corrompidas por manhãs escuras
ou noites sem tempo de sonhos
ou luvas de látex bera.
de vez em quando molho-as em segredos
de princesa de antigamente
antiguidade minha como compota de brinquedos
com alcool cru e lenços de frésia,
gourmet de magias
e refresco de girassol,
ali.
e as polpas cicatrizam.