| Sofia Cacau Lima ( @ 2008-05-07 03:36:00 |
Como morrer?

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Vivemos num mundo aterrado por esta interrogação, e que lhe vira as costas. Houve, antes da nossa,
civilizações que encaravam a morte de frente. (...) Conferiam à conclusão do destino a sua riqueza e
o seu sentido. Talvez que nunca a relação com a morte tenha sido tão pobre como nestes tempos de
aridez espiritual em que os homens, na pressa de existir, parecem sofismar o mistério. Ignoram que,
deste modo, secam uma fonte essencial do gosto de viver. (...) "Representação" é, neste caso, a palavra
certa. "Tornar Presente" o que escapa insistentemente à consciência: o além das coisas e do tempo,
o âmago das angústias e das esperanças, o sofrimento do outro, o diálogo eterno entre a vida e a morte. (...)
"
F. Mitterrand (prefácio em «Diálogo com a Morte» de Marie Hennezel)
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Vivemos num mundo aterrado por esta interrogação, e que lhe vira as costas. Houve, antes da nossa,
civilizações que encaravam a morte de frente. (...) Conferiam à conclusão do destino a sua riqueza e
o seu sentido. Talvez que nunca a relação com a morte tenha sido tão pobre como nestes tempos de
aridez espiritual em que os homens, na pressa de existir, parecem sofismar o mistério. Ignoram que,
deste modo, secam uma fonte essencial do gosto de viver. (...) "Representação" é, neste caso, a palavra
certa. "Tornar Presente" o que escapa insistentemente à consciência: o além das coisas e do tempo,
o âmago das angústias e das esperanças, o sofrimento do outro, o diálogo eterno entre a vida e a morte. (...)
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F. Mitterrand (prefácio em «Diálogo com a Morte» de Marie Hennezel)